onde estamos?
lemos.nah em 23 Nov 2006 | facul
Só um trocadilho bobo para falar dos longos anos que estão por vir.
A verdade é que eu não tinha a intenção de estar nessa situação. Por intenção entende-se vontade. É como é para dar valor ao esforço de uma pessoa que é muito mais importante do que 4 anos de minha vida na academia. Isso porque com certeza serão mais de 4 anos se eu seguir no ritmo que estou seguindo (Oh céus!).
Mudar de curso não adianta, é um fato. O fato é que não me dou bem com isso, não agüento, tem coisas interessantes. Aliás, é muito mais interessante ficar no pátio da FCHF assistindo mostras culturais, o povo bonito que vem para congressos, as mesmas pessoas de sempre ou compartilhando preocupação com aquelas pessoas que são da família, do que ficar assistindo uma aula sobre Roque Laraia e a sua visão de cultura.
Não que eu menospreze Roque Laraia, o cara é realmente inteligente, conseguiu fazer o que ninguém acreditava que conseguiria, fez um grande e belo estudo, inclui sociedades indígenas, candomblé, e outras coisas mais, uma grande cultura, enfim. Mas a verdade é que o que eu sempre pensei é que a vida não passa de achismos. Achismos mesmo, taí, um cara vai e passa um tempo numa tribo qualquer (eu passei mais de 5 anos em várias tribos), lê alguns livros, pensa em algumas coisas, chega a algumas conclusões.. Escreve um relato num caderno amassado, depois passa para uma máquina de datilografia (será que é isso mesmo), chega em casa e passa para o computador, lê mais um pouco, adiciona umas referências, coloca um título, tema, agradecimentos, homenagens, prefácio, corpo, conclusões, depois fala sobre tudo isso que já sabe, publica e PLIM! Eis um livro, um estudo, UM GÊNIO!
Não se passou de achismo em cima de achismo, além disso, a metodologia da UNIversidade é idiota. É sim, se eu falo, A + B = C, provando por D - B sem citar referências, é desacreditada. Mas, segundo Durkheim, A + B = C, ele prova com seu estudo de D - B. Ou seja, é só mais uma conclusão de que você não sabe de nada, só está estudando algo que já foi estudado (isso me lembra compartilhamento), independente disso, se você souber de alguma coisa, problema seu, criança, ninguém acreditará a menos que você prove que alguém (creditado) já pensou nisso antes.
Além é claro da metodologia idiota que os professores usam, além do discurso. As aulas chatas, a fala mansa, o olhar vazio, o clima quente na sala, aquela menina chata que quer se candidatar a vereadora, o marxista que não cala a boca, o nerd que interrompe toda hora, e o todo o resto que torna a aula um saco. E não me permite ter força de assisti-la do início ao fim.
Não posso me esquecer de uma coisa que ouvi na sétima série sobre a UNIversidade e a FORMAtura. O sentido UNI + FÔRMA, de padronização.
Meu problema não é o curso, é TUDO. É fato que descobri este ano que me dou muito mais bem com máquinas do que com pessoas, mas pessoas são legais (apesar de ainda acreditar no plano maquiavélico da Priscila de acabar com todos os seres humanos para salvar o planeta), mas mudar de curso não adianta. Eu preciso é mudar de vida. Não, não. Não preciso mudar de vida. Isso não é uma crise existencial, é só uma singela pergunta:
O caminho está certo?
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