Ontem, foi em um esforço quase subumano que resisti.
Ele passou o dia do meu lado falando-falando-falando, e eu com meu ar vazio, entoava levemente quando levava meus olhos aos seus: “Ein? Desculpe, me perdi, pode repetir por favor?”
O restante se passou em outro esforço de resolver um problema que não é meu, ele se indagava “E agora?”, respondia calmamente: “Agora espera”. O diálogo se seguia:

- Mas o que eu posso fazer?
- Esperar.
- E você?
- Também.
- Não tem mais nada que nós podemos fazer?
- Se tivesse, eu com certeza já teria feito.

Algumas pessoas me surpreendem com a sua preocupação antecipada em algo tão pequeno e miúdo. Eu costumo repetir para ele que no final sempre dá certo - nesse caso, pelo menos.

Dos dois, hoje admiravelmente recebi um email de sua percepção de um problema que fora resolvido; coincidentemente eu não resolvi coisa alguma, passei grande parte do dia de cama, como ainda estou. Deve ter sido ilusão de ótica.