relato de uma bicicletada
nah em 30 Nov 2008 | bicicleta & diario
foi a minha primeira vez na bicicletada de são paulo, e eu nem achei que ia.
naquela gostosa tarde de sexta-feira tecendo planos e contando contos, um amigo me convidou para acompanhá-lo a ciclar, apesar do dedão do meu pé ainda não se mexer (desde um acidente com a bike semana passada, nas ruas de milão) topei o convite.
”
saímos atrasados e paramos na borracharia para dar um jeito em um pneu furado; foram mais 20 minutos de atraso - mas bicicletas dão conta do recado. tesourando no trânsito de são paulo me lembrei porque sempre estava doente quando morava e trabalhava aqui. ir e voltar ao trabalho nas ruas de são paulo é um tanto arriscado para a saúde; a parte do trânsito caótico a poluição é quase insuportável, cortando o rosto, rasgando a garganta. é sim, preciso de uma máscara para respirar.
chegamos na praça da ciclista e a massa crítica já havia partido, então seguimos a paulista na esperança de encontrá-los. na primeira quadra cruzamos um grupos de ciclistas da nike, preparados para realizar um massacre mercantilista, oportunistas - pareciam também ter perdido a massa.
seguimos o fluxo da avenida paulistas, depois de cerca de duas quadras encontramos a bicicletada, faixa, apitos, luzes e muitas bicicletas! “mais adrenalina, menos gasolina”. o fluxo era lento, mas a idéia de permanecer em massa (todo mundo junto pedalando) funcionou bem, na brigadeiro aconteceu a mandala. várias bicicletas seguindo em caracol - parando o trânsito! confesso que foi meio caótico, mas emocionante.
seguimos voltando o caminho, é in-crí-vel como as pessoas apóiam a massa crítica (também pudera, no meio de tanta poluição). no caminho, um ônibus de turismo passou gritando em apoio, e gritamos na seqüência, e fomos em fluxo. na chegada da praça do ciclista o ônibus havia parado, as pessoas que estavam nele desceram com instrumento e tocaram para a bicicletada!
a massa crítica seguiu para o casório e eu segui para o boteco com outros ciclistas.
alguns relatos contam que em uma parte de caminho um policial jogou spray de pimenta quando a massa crítica se aproximava.
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