Carta aa/o leitora/leitor
lemos.nah on 08 Set 2007 | diario
Nao me chamem de desnaturada - tambem nao reclamem o fato de nao ter acentos, eh desse modo com o meu novo com-puta-dor. Nao sou desnaturada, apesar de nao saber ao certo de onde provem meu sentimento de natureza. Bicolor ou indygesta.
Tambem nao sou insensivel, alias, pensar nisso me lembra que antes de ir/vir discutimos muito sobre “o desapego” - CORAGEM ou COVARDIA?. Talvez tenha um pouquinho de cada um.
As coisas tem ido bem, coisando o tempo todo. Por ali e por aqui (faz o baiao porque o bicho ta pegando na “cidade de deus”, puta tiroteio), foi assim a minha recepcao.
O trampo eh legal, beira-mar. Da pra ver a praia da janela do predio, no decimo primeiro andar, tambem da pra ver o corcovado. Mas a praia nao eh de nadar, eh poluida pacas. Alias, o ar aqui eh muito diferente, apesar de ter muitas arvores, tudo eh meio preto - com cheiro de maresia&esgoto.
Despejaram a Lima Barreto anteontem - des-des-des-des-des-des…
Senti saudade numa festa, me lembrei de rangos coletivos quando estava fazendo um macarrao com majericao. Tomo cerveja a um real na lapa, hoje tem Tom Ze no centro, ainda estou sem internet. Queria ouvir mais vozes e pegar em mais corpos, sentir a quentura - nao deve ser soh do calor Rio 40 Graus. Sentir, ouvir, falar e gritar.
