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arquivos da categoria documentação

instalando phpeclipse

bom, para quem não conhece, eclipse é uma ferramenta de desenvolvimento de várias linguagens, entretanto, ele não vem “pré-formatado”, ou seja, não vem com todas as linguagens rodando nele. isso sempre é um problema para mim, pois instalo-o várias vezes (com cada mudança de trabalho) e sempre me esqueço como faz para instalar o tal “phpeclipse”. então, vai aqui um passo-a-passo, para quando eu me esquecer de novo, vir aqui e lembrar. :)

primeiro, vá em help > software updates > find and install

escolha a opção: search for new features to install > next > new remote site

nome: phpeclipse
link: http://phpeclipse.sourceforge.net/update/releases

aí é só correr pra programação.

conversas em dia!

aproveitando um dia livre com internet e software livre disponível, depois de tentar resolver umas obrigações, decidi me arriscar numa diversão e recomendo a todos aqueles que gostam de uma linha de comando: use bitlbee para as suas conversas instantâneas! achei um tutorial bem legal, aqui. divirtam-se!

atualmente no quadradinho de goiás, é só olhar no mapa.

indisposição | s. f.

indisposição

s. f.,
leve alteração das funções normais do organismo;
desorganização;
malquerença;
conflito;
zanga;
desavença.

2008 para o IRC

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a polícia investiga você

original de: Do police read indymedia (and myspace, etc)?
by RT
Tuesday Dec 18th, 2007 12:23 PM
(uma tradução meia-coxa - aberta à modificações)

A polícia usa a mídia independente, o myspace, e blogs como meio de informação para investigar você.

Sim, eles fazem isso.

Eles seguem os links e fazem notas das conexões?

Sim, claro.

Myspace, blogs e redes online são como um sonho para os polícias investigadores. Em vez de ter que sair e entrevistar pessoas, checar gravações, andar pelas ruas eles só precisam se conectar. Investigação conviente para os escritórios.

Eu participei de uma manifestação e fui preso. Depois disso, a polícia entrou em contato com o meu chefe e sugeriu que ele verificasse sobre mim. Eu peguei uma cópia do meu relatório ontem e fui surpreendido pois achava que a polícia tinha apenas fatos básicos da minha prisão.

Eles monitoraram o site da minha banda, seguindo o link da nossa página no myspace, e então monitoraram tambem a minha página pessoal no myspace. No meu perfil e tinha algumas comunidades anti-autoritárias e que foram registradas no relatório. “O assunto da lista no myspace dele diz ‘procura-se por alguém para roubar e queimar carros da polícia’” um comentário idiota que estava online no meu perfil há muitos anos. Eles imprimiram todo o perfil do myspace, o site da minha banda, etc. Toda essa informação foi passada para o meu chefe.

Por que isso me surpreendeu, eu não estou certo. Isso é algo que eu deveria estar totalmente consciente.

E, embora eu não estivesse sendo preso por queimar carros de políciais, nem houver qualquer suspeita nesse sentido, meu chefe provavelmente leva essas coisas a sério, especialmente sendo entregue diretamente das mãos de um polícial local. A implicação e insinuação que alguém esta envolvido em alguma coisa então pode ser facilmente feita. Não é porque você é não-violento (e tendo o direito de permanecer assim) que isso significa que você não possa ser acusado de algo violento.

Imagine que você diga no seu perfil do myspace: “Assunto das listas do myspace de seus amigos ‘Apoio ALF’, a Frente de Libertação Animal, um grupo em que os membros são condenados por fogo e vigiados arduamente pelo FBI como um sério potencial ameaça terrorista.” * As conexões e as circunstâncias serão feitas, esta ai a acusação para o procurador usar.

Isso vai para outras comunidades além do myspace e da mídia independente (indymedia), facebook, blogs, tribe.net, friendster, etc. Os polícias vão para todos esses sites e usam as informações que encontram.

E embora eu não acredite que a aplicação da lei tenha tempo e recursos para ficar navegando na internet o tempo todo só fazendo conexões, eles investigam pessoas que tenha chamado a sua atenção. Os políciais me disseram que leem a página da mídia independente (indymedia) diariamente. E isso certamente não só significa que estão sendo feitos mapeamentos de redes de conexões e envolvimento. Perfis online e blogs estão sendo usados contra as pessoas em casos criminais.

Então, para não tornar ninguém mais paranóico, vou somente dizer para ser prudente e cuidadoso. Em geral, segurança na internet não existe. E se você esta realmente preocupado com ela, não deve usar a internet com todos. Mas se você o fizer, alguns princípios simples podem mantê-lo mais seguro (ou pelo menos tornar mais difícil que a aplicação da lei faca um caminho até nós):

* NUNCA discuta coisas ilegais online.
* Seja cuidadoso com cheeky hyperbolic braggadocio (?) (lição aprendida!)
* Esteja ciente sobre quanto você pode passar da sua conexão com outros
* Não forneça informações de identidade que tornem facil de serem feitas ligações até você (longe de ser bobo)
* Limite o quanto for possível o acesso pessoal aas suas informações

Há provavelmente muitas coisas sobre os recursos de manter a sua privacidade e de outros segura. Procure no google por “security culture” e você encontrará muitas delas. Aqui está uma boa que eu encontrei: CrimethInc Primer on Security Culture.

recomendo

Recomendo, para leitura, com tempo, esse blog:
paralemdemim.blogspot.com

Uma resposta a busca na internet “sentimento de instabilidade”.

Outro resposta veio do poesiacontraaguerra.blogspot.com:

A instabilidade das cousas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: Spina, S. 1995. A poesia de Gregório de Matos. SP, Edusp.

Na Web!

E em Software Livre! Sim! É super-possível!
Ouçam através do link da rádio grilo

terminal screen.

Clique na imagem para ampliá-la.

Sonho Real

O Movimento de Extinção Humana Voluntária

Cuidados de Mãe

“Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”

Mateus capítulo 5, versículo 3

A senhora Monique Marins Rezende Jardim era uma madame muito bem apanhada, freqüentemente confundida como irmã de sua filha. Isso lhe deixava muito feliz, não era a toa que ela dedicava no mínimo duas horas por dia na sua academia particular na suntuosa casa dos Rezende Jardim no condomínio Aldeia do Valle.
Á pedido do senhor Mauro Ortiz Rezende Jardim, seu elegante esposo, (o qual todos os dias tinha as vestes minuciosamente escolhidas pela esposa conforme sua agenda de encontros importantes com importantíssimas personalidades goianas), Monique se voluntariou na OVG. Apesar de não ter gostado muito a princípio, na primeira reunião das voluntárias de Goiás ela se surpreendeu, afinal ali estavam Oneide Menezes Perilo, Fátima Albuquerque Rodrigues, dentre outras de suas grandes amigas. Madame Monique se sentiu em casa. Sua primeira atividade de caridade foi fazer uma reuniãozinha regada a vinho do porto e cabernet argenino, acompanhados de quitutes da confeitaria Richesse.

Ilustres amigas, é com grande prazer que lhes ofereço esse humilde cokteil. Eu lhes chamei aqui hoje porque quero compartilhar um sentimento que tem me tirado o sono. Vivemos num mundo de injustiças e nem todos tem as mesmas chances que nós tivemos. Mas aos olhos de Deus somos todos irmãos e irmãs, apesar de uns serem mais sujos e mal educados que outros. O que fazer então para amenizar o sofrimento de tantos e tantas, irmãos e irmãs, que passam frio e fome? Vocês já viram como é quase insuportável andar pela avenida Goiás durante o dia, aquele tanto de gente suja e descalça na rua, pedindo dinheiro, eu fico horrorizada. É por isso que decidi ajudar as pessoas que precisam, e decidi ajudar da melhor forma: sendo uma voluntária da OVG. Diante disso, gostaria de dizer que estarei arrecadando roupas velhas, cobertores ou coisas antigas que não têm mais serventia. Se vocês quiserem ajudar a combater as desigualdades sociais podem se unir a nós da OVG, podem doar as coisas que não lhes têm mais serventia, e nós encaminharemos o arrecadado para as famílias que precisam mais do que nós.

Entre bochichos e cochichos Monique terminou seu discurso e foi aclamada com uma salva de palmas agudas seguidas de congratulações e beijos educadamente higiênicos no rosto, de modo a não desmanchar a maquiagem. Ah, como ela se sentiu feliz, era a primeira vez que reconheciam sua bondade de coração, imagina a cara da Gerlane aquela empregada despeitada que havia lhe xingado de suvina, mão de vaca, de piranha, de mocréia, nossa de tanta coisa que ela evitou seguir pensando nisso, e só porque ela não quis adiantar o décimo terceiro. Ora, aquelazinha teve o que mereceu, foi despedida e não recebeu nenhum centavo do que tinha direito, afinal ela precisava de uma lição. As doações foram um sucesso. Monique ficou surpreendida porque a grande maioria de suas amigas fizeram doações em cheques nominais, poucas doaram objetos ou comida. Era mais fácil se despreender de uma pequena quantia de dinheiro do que de coisas mesmo inúteis que tinham uma certa história.

Depois de algumas semanas, Monique foi ao centro da cidade para depositar os cheques. Os objetos e a comida já estavam na sede da OVG, certamente já bem direcionadas as famílias carentes atendidas pela organização. Valter, seu motorista particular, lhe conduziu até o banco Santander da avenida Goiás que fica do lado do edifício Dom Pedro II próximo a Paranaíba.

-Valter, eu volto em cinco minutos, me espere aqui por favor.

-Sim, madame.

Valter viu a madame entrar no banco e olhou no relógio, faltavam cinco minutos para as quatro horas da tarde. Nem desligou o carro. Ficou com um pouco de receio porque o segurança da madame estava doente e não pôde acompanhá-la. Valter ficou atento a qualquer movimentação suspeita. Quando Monique foi saindo do banco, um menino de rua foi em sua direção.

Ei, ei, ei…

Monique se assustou, mas olhou para tras e viu do que se tratava. Valter desligou o carro e saiu.

A senhora tem um trocadinho para eu fazer um lanche?

Madame Monique, sorriu ternamente como a Xuxa em seu Xou, fez festinha na cabeça da criança e disse:

Oh meu filho eu até de daria um trocado, mas se você lanchar agora, você não vai jantar mais tarde e sua mãe não vai gostar nada disso, né? - e saiu limpando as mãos e sem olhar para trás.

Éveri Sirac Brasília, 24 de abril de 2007

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