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Dia de quinta

Líquido borbulhante
Faz tizz no cérebro
Pára e borbulha; quente gelado
Desce e transparece pelos olhos.
Aparece.

Antes
Doeu como um nó
Uma corda, prendendo, detendo a garganta
Uma bola da árvore de algodão, parada.

Ar
Tecendo fios de vozes
Gritando internamente (rr)
Para sair. Sem sucesso.

Força, que desce, repentinamente
Aos pés, e pesa
E sobe e desce
(Bate o pé)

Líquido borbulhante
Torcendo o ar para sair
Tecendo fios de força para sorrir
Morrendo, sem graça, a prosseguir.

uma nova

Franz Boas, mais um antropólogo maluco que cruza a minha vida acadêmica. Morreu de ataque cardíaco aos 84 anos, num almoço com o jovem Lévi-Strauss.

Espero que o livro seja de bom proveito.

planeta água: hoje, primeiro dia de natação (das 12h às 13h), o sol torrava, e agora, ardo, desprotegida e desprovida de filtro solar. mas confesso que ao sair da piscina senti a sensação de infinito. um misto de que o que houvera acontecido tinha sido tudo, nada antes, nada depois, apenas a água, o frescor, a flutuação. é, foi muito bom voltar a fazer natação! ;)

bom dia! dia bom!

Rádio Livre!

Depois de raptarmos alguns cabos de energia da UFGNet, tês e extensões de vários institutos, configurarmos o alsa do computador, estourarmos o rádio da tia do léo (220v!), que depois de um tempo voltou a funcionar (ainda bem!) e tentarmos a gambis de por a rádio na net, finalmente entrou no ar!!

Rádio Grilo, 107,1 FM no pé do seu ouvido! Rádios Novelas, opiniões, músicas e muita diversão. hahaha

Um pouco antes da rádio novela mexicana sobre Amanda Cristina, a pérola do dia foi:

Vamos falar sobre a legalização da maconha…

Se o chocolate fosse proibido isso aumentaria a violência e o tráfico!

matrícula web

(15:53:46) nah: acho que eu vou pegar mais um nucleo livre
(15:53:49) nah: tem alguma sugestão?
(15:54:03) Daniel: topicos avançados de programaçao
(15:54:10) Daniel: mas assim vai ser pra reprovar mesmo
(15:54:15) nah: hahahahhahahaha
(15:54:19) Daniel: pq os dois professores sao insanos
(15:54:30) nah: sério?
(15:54:36) nah: insanos em que sentido?
(15:54:46) Daniel: enxergam bits

Uma aula de Antropologia II

Quase dois semestres para surgir uma aula que me prendesse a atenção.

O irmão da mãe na África do Sul - Radcliffe-Brown

O texto trata das relações mãe-filho-tio, o último que substitui o papel de pai e mãe para cuidar do sobrinho (resumidamente falando). Tem o direito de roubar a comida do tio, pegar a herança quando este morrer e até mesmo uma das suas viúvas.

Os povos estudados residem na África Austrial.

É um texto engraçado, enxergando da minha visão. Aliás, pela minha visão o mundo é cor-de-rosa, nesse momento rosa-claro. Mas é uma fase que passa, e um sorriso faz bem para todo mundo.

O texto seguinte é: A viagem dos índios - Alcida Rita Ramos

Trata do uso de drogas enteógenas por comunidades indígenas, especialmente dos Sunamá, do tronco lingüístico Yanomami (eu conheço esse povo!) em seus rituais rotineiros. Seguindo a leitura do texto, há uma breve abordagem do Xamanismo e Como se faz um xamã. Interessante é quando se fala da causa das mortes para esses povos, nunca é fatalidade, nunca é coincidência. Sempre é reflexo de uma atitude, de uma ação, de uma magia, de uma energia exterior ou interior. É uma coisa bem “nada é por acaso”.

Enfim, o texto termina com:

O caminho mais curto até nós é a volta ao mundo.

(ou seja, nós nunca vamos nos encontrar. hehe)

onde estamos?

Só um trocadilho bobo para falar dos longos anos que estão por vir.

A verdade é que eu não tinha a intenção de estar nessa situação. Por intenção entende-se vontade. É como é para dar valor ao esforço de uma pessoa que é muito mais importante do que 4 anos de minha vida na academia. Isso porque com certeza serão mais de 4 anos se eu seguir no ritmo que estou seguindo (Oh céus!).

Mudar de curso não adianta, é um fato. O fato é que não me dou bem com isso, não agüento, tem coisas interessantes. Aliás, é muito mais interessante ficar no pátio da FCHF assistindo mostras culturais, o povo bonito que vem para congressos, as mesmas pessoas de sempre ou compartilhando preocupação com aquelas pessoas que são da família, do que ficar assistindo uma aula sobre Roque Laraia e a sua visão de cultura.

Não que eu menospreze Roque Laraia, o cara é realmente inteligente, conseguiu fazer o que ninguém acreditava que conseguiria, fez um grande e belo estudo, inclui sociedades indígenas, candomblé, e outras coisas mais, uma grande cultura, enfim. Mas a verdade é que o que eu sempre pensei é que a vida não passa de achismos. Achismos mesmo, taí, um cara vai e passa um tempo numa tribo qualquer (eu passei mais de 5 anos em várias tribos), lê alguns livros, pensa em algumas coisas, chega a algumas conclusões.. Escreve um relato num caderno amassado, depois passa para uma máquina de datilografia (será que é isso mesmo), chega em casa e passa para o computador, lê mais um pouco, adiciona umas referências, coloca um título, tema, agradecimentos, homenagens, prefácio, corpo, conclusões, depois fala sobre tudo isso que já sabe, publica e PLIM! Eis um livro, um estudo, UM GÊNIO!

Não se passou de achismo em cima de achismo, além disso, a metodologia da UNIversidade é idiota. É sim, se eu falo, A + B = C, provando por D - B sem citar referências, é desacreditada. Mas, segundo Durkheim, A + B = C, ele prova com seu estudo de D - B. Ou seja, é só mais uma conclusão de que você não sabe de nada, só está estudando algo que já foi estudado (isso me lembra compartilhamento), independente disso, se você souber de alguma coisa, problema seu, criança, ninguém acreditará a menos que você prove que alguém (creditado) já pensou nisso antes.

Além é claro da metodologia idiota que os professores usam, além do discurso. As aulas chatas, a fala mansa, o olhar vazio, o clima quente na sala, aquela menina chata que quer se candidatar a vereadora, o marxista que não cala a boca, o nerd que interrompe toda hora, e o todo o resto que torna a aula um saco. E não me permite ter força de assisti-la do início ao fim.

Não posso me esquecer de uma coisa que ouvi na sétima série sobre a UNIversidade e a FORMAtura. O sentido UNI + FÔRMA, de padronização.

Meu problema não é o curso, é TUDO. É fato que descobri este ano que me dou muito mais bem com máquinas do que com pessoas, mas pessoas são legais (apesar de ainda acreditar no plano maquiavélico da Priscila de acabar com todos os seres humanos para salvar o planeta), mas mudar de curso não adianta. Eu preciso é mudar de vida. Não, não. Não preciso mudar de vida. Isso não é uma crise existencial, é só uma singela pergunta:

O caminho está certo?